“Dose zero” contra sarampo está liberada a crianças com 6 meses

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Com surto registrado em São Paulo aumentou preocupação com contaminação da doença. Unidades de saúde têm doses suficientes em estoque para realizar as imunizações.

A Secretaria de Estado da Saúde resolveu liberar a chamada “dose zero” contra o sarampo para crianças a partir de 6 meses. A vacina tetra viral, que previne também a rubéola, caxumba e varicela/catapora, está disponível em todas as unidades básicas de Paranaguá. Vale lembrar que a indicação para aplicação das doses aos 12 e 15 meses continua mantida.

O Ministério da Saúde emitiu nota informando que a inclusão das crianças com seis meses ocorre porque é a população vulnerável e com riscos de complicações como infecções respiratórias, otites (inflamações do ouvido) e doenças neurológicas. Se houver evolução para quadros com maior gravidade pode reduzir a capacidade mental, gerar surdez, cegueira e comprometer o crescimento.

Devem receber duas doses contra o sarampo também pessoas com até 29 anos. Para quem possui entre 30 e 49 anos é necessário ter o registro de uma dose para estar protegido. Acima de 50 anos há indicação apenas em casos de bloqueio (se tiver contato com paciente suspeito ou que tenha a confirmação da doença).

Mas porque quem tem mais de 50 anos não precisa se vacinar? Este grupo etário contato com o modo selvagem do vírus, já que há duas décadas a doença estava presente na maioria dos países do mundo, incluindo o Brasil, conforme informou recentemente a médica infectologista Lúcia Eneida Rodrigues. “Essas pessoas estão imunes e por isso não precisam ser vacinadas”, esclareceu.

Pessoas imunodeprimidas, grávidas e menores de seis meses de idade não devem receber a imunização. Já profissionais de saúde devem ser vacinados, independente da idade.

A preocupação com o sarampo aumentou no Paraná porque houve a confirmação do segundo paciente com a doença no Estado, nesta semana. Ambos os pacientes estiveram recentemente em São Paulo, que registra surto da doença. “É importante que nossa população procure as unidades básicas para se vacinar. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode até levar a morte”, alerta a secretária municipal de Saúde, Lígia Regina de Campos Cordeiro.

É importante informar que Paranaguá ainda não teve registro de suspeita de sarampo. Possuem casos notificados em investigação Campina Grande do Sul (primeiro caso confirmado é da cidade), Cascavel, Curitiba (segundo paciente confirmado é da capital), Maringá, Rolândia, Jacarezinho, São Jorge D’Oeste, São José dos Pinhais e Sulina.

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